domingo, 8 de setembro de 2019

Sobre entrega e liberdade

Estou quase completando 27, e se tem uma coisa que esse ano tem me ensinado, ainda que na marra, na pancada, é que é preciso abrir mão de muitas coisas nessa vida.

Sempre tive uma necessidade enorme de controle sobre quase tudo: o bem estar das pessoas que amo, os planos que fazia, os trabalhos de escola. Cresci. A vida fez questão de mostrar que não tenho o controle de quase nada, mas minha mania persistiu. Chega uma hora, no entanto, em que é preciso abrir a cabeça e tentar entender o que é o perder para ganhar.

Nas histórias mais antigas da bíblia, o altar era usado para sacrifícios quando se havia pecado. Mas também nele eram entregues ofertas: vinho, azeite, a melhor farinha. Tudo o que poderia ter um valor para aquele que ofertava. A entrega representava, antes de tudo, o reconhecimento de que a presença do Deus que o amava, perdoava e abençoava, era muito mais preciosa que quaisquer conquistas ou riquezas que poderia ter.

Nos meus longos desabafos e choros com Deus, sempre argumentei a favor de mim mesma acerca das coisas que pra mim são muito difíceis de abrir mão. Mas uma coisas só preciso aceitar: se entrego algo pra alguém, preciso entregar pra valer. E com Deus é bem assim. Não dá pra ser pela metade. Por mais que algumas coisas doam bastante. Tudo ou nada. Não existe meio termo.
E é só quando decido abrir mão que posso vislumbrar a leveza de poder ser quem quero ser, e também permitir que o outro seja quem quiser. Afinal, acredito que os planos de Deus para cada um, são os planos de Deus para cada um. Não posso julgar alguém por não viver os mesmos que eu. E não posso abrir mão dos meus para viver os de alguém.
Tratar as feridas, esquecer o que passou. Deixar pra trás os pesos, os medos, o excesso de necessidades e dependências. Porque é quando entrego que reconheço que dEle é o controle, e não meu. E é assim que troco o desespero por um fardo leve. Um jugo suave.

No altar é onde trocamos de mochila com Deus. Ele carrega o nosso mundo inteiro, e a gente carrega só o amor por Ele. Porque o altar é um lugar de sacrifício, mas antes de tudo, um lugar de liberdade.

domingo, 26 de maio de 2019

O verão em que salvei o mundo em 65 dias

Esse é um dos livros que enfeitam a estante da minha irmã. Ela adora romances e, como há anos eu não lia um, decidi, por indicação dela, pegar este.



A capa é tão bonita que, confesso, foi o que mais me atraiu. Mas depois descobri que o seu conteúdo a supera. Livros infantojuvenis não costumam ser meus favoritos, mas esse se tornou uma exceção.

"O verão em que salvei o mundo em 65 dias", escrito por Michele Weber Hurwitz, conta a história da Nina, uma personagem muito amável e também bastante honesta consigo mesma. Adolescente, numa casa comum, com problemas familiares e vizinhos perdidos em suas rotinas. Ela, como a maioria de nós, não era do tipo que tomava atitude diante das situações que via. Num dia de férias, porém, sentada na rede de sua varanda, isso mudou. E o mundo dela e de outras pessoas mudou junto.

Na minha opinião, é um livro lindo. Leitura fácil, história fluida. Para crianças, adolescentes e adultos. Eu li e não queria que terminasse. Mas terminei com o coração cheio, e uma vontade enorme de salvar o mundo também. Acho também que pode ser trabalhado com sucesso na escola, com o objetivo de mostrar como as nossas pequenas atitudes são capazes de provocar uma cadeia de mudanças. Podem transformar tudo.
Um bom gesto pode ser uma pequena chama que reacende um sonho no coração de alguém.

Se você está procurando um livro que seja como um abraço, recomendo este.
Uma menina, um verão e 65 formas de salvar o mundo.

Minha frase favorita do livro:

"Há tantas estrelas em um céu limpo quanto há sonhos em nossos corações."


terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Coisas novas

O ano começou, e com ele, algumas mudanças. Depois de um longo período "empacado", enfim comecei a sentir que ventos novos viriam. E vieram.

No final de 2018 fiz várias provas para voltar para a universidade. Como sou indecisa, orei e pedi para Deus que eu só passasse em uma delas. E foi o que aconteceu. No início de janeiro saiu a primeira chamada, e meu nome estava lá. Agora, lá vou eu ocupar uma das cadeiras da USP.

Mas eu sei que as maiores mudanças estão acontecendo mesmo no lado de dentro. E quero recebê-las de peito aberto.




Música: Hope will lead us on - BarlowGirl (pra mim, a melhor girl band de todos os tempos!)