quarta-feira, 4 de abril de 2018

Sobre minha vida como autônoma iniciante

Confesso que desde que resolvi trabalhar com as coisas que faço em casa, às vezes piro. Por vários motivos:

• Sempre tem mil tarefas domésticas para fazer. Como conciliar?
• Trabalhar por conta implica você ser seu próprio chefe, mas também ser seu próprio funcionário.
• Tudo só depende de mim. Eu sou capaz?
• Algumas pessoas acham que, só porque você está trabalhando em casa, você não faz nada.

E muitas vezes isso dá um desânimo danado... Aí não consigo aproveitar tanto o meu tempo, nem ter o rendimento que quero. E fora que rola uma certa "pressão" por ter pessoas que acham que porque estou em casa preciso estar sempre disponível. Aliás, estar disponível o tempo todo para os outros é algo que fiz por anos, e consequentemente, agora parece que escolher o que é melhor para mim soa egoísmo à alguns ouvidos (isso inclui os meus). Como equilibrar? É complicado.

Mas seguimos aprendendo...

quinta-feira, 29 de março de 2018

Fazendo faxina

De tempos em tempos precisamos de uma faxina. Não na casa, em nós.

Depois de assistir um documentário sobre minimalismo passei a acompanhar o blog da Yuka (Viver sem pressa). Ela dá dicas simples e práticas de como levar uma vida com menos coisas e mais qualidade. Quando todos os comerciais, datas comemorativas e promoções nos impelem a querer mais, a pergunta é: Precisamos de mais? Precisamos ter o guarda roupa lotado? Precisamos trocar o carro e o celular cada vez que lançam um mais moderno? Precisamos desse tanto de comida? Precisamos comprar tanto chocolate só porque os mercados e lojas estão abarrotados? Não. Na verdade precisamos de bem menos do que temos, até.

Nessa reflexão, decidi me desfazer de várias coisas que tenho e não uso. Algumas vou vender, outras doar. Pretendo escrever sobre isso aqui, no próximos dias.

Mas a minha principal tarefa agora é: Passar menos tempo na internet. De verdade. Toda vez que desligo o celular minha cabeça fica bem mais tranquila. A internet é ótima quando a gente sabe usar, mas a verdade é que, no momento, eu não sei. E nessa onda de Facebook, Instagram e seus Stories, perco muito tempo.

Ontem desliguei o celular, e me liguei com o mundo. Almocei na varanda, ouvi os passarinhos, o barulho da máquina de lavar. Li um pouco e terminei o dia com a cabeça mais leve. Me fez muito bem! E o tempo rendeu muito mais.

Talvez o problema não seja a falta de tempo, mas sim o mau uso dele. Não é mesmo?


sexta-feira, 2 de março de 2018

Fim de semana em Itanhaém

Eu amo praia. Não para ficar tomando sol forte, ou "bagunçando". Gosto de praia para caminhar, para relaxar, para conversar com Deus e me perder olhando céu e mar se encontrando no horizonte. Como uma boa caiçara, gosto de ir à praia sempre que posso. Neste último fim de semana, decidimos descansar um pouco e passear por lá.

Itanhaém não é uma cidade muito grande e nem muito organizada. As praias também não são as mais bonitas do litoral paulista. Mas ainda assim são as melhores para mim. Sou itanhaense. Fiz história por lá. Me encontro em cada pedacinho.

No primeiro dia por lá aproveitamos para limpar a casa e comprar marmitex em um restaurante lá perto. A comida é caseira e o preço é bem bacana. Almoçamos, tomamos banho, descansamos um pouco, e à noite, como de costume, fui encontrar minhas amigas de infância (e de escola). Era aniversário da Aline, que fez uma festinha com o tema de Unicórnios, e até mandou fazer copinhos personalizados de lembrança! hahaha Tudo muito fofo. A cara dela.

No segundo dia acordamos tarde e fomos visitar minha tia. Ela mora na casa dos meus avós paternos. Meu último avô faleceu há quase um ano e é sempre muito saudoso visitar sua casa. Cheia de lembranças. Cheia de saudade. A casa está uma graça. Sempre muito simples, mas minha tia cuida dela muito bem. Ela também ama artesanatos e nos presenteou com alguns deles. Eu ganhei um caderninho super foto, que ela mesma encapou.

Entrada para a casa dos meus avós. Sempre sentavam aí na frente para ver a tarde passar.
Os quadros sempre contam historias. O primeiro, um retrato antigo, em pintura, dos meus avós. Em seguida, fotos do meu avô e da minha avó, andando à cavalo no sítio onde trabalharam quando eu era pequena. Acima, o chapéu do meu avô.


De lá, fomos à praia. Infelizmente estava nublado e o Sol já havia se posto. Mesmo assim descalcei os pés e entrei na água. Caminhei, observei, respirei.

Anoitecer na praia.


De lá fomos caminhar pela cidade. Tomamos sorvete e depois compramos um lanche em uma das feirinhas de turismo no centro.

Sorvete de amendoim e sorvete de papaya. Tão gostoso quanto bonito.


Voltei para casa com coração cheio, e muita vontade de ficar mais.

Amo essa cidade. De coração. Foi onde nasci e cresci. E pra onde quero sempre voltar e continuar criando memórias.



Orla da praia.


P.S. Tem mais fotos no meu Instagram: Cronicas e Poeira