segunda-feira, 7 de maio de 2018

Meu coração, ame o Senhor

Meu coração, bendiga ao Senhor. Antes que o sol se ponha, que terminem os meus dias, lembre-se dEle. É Ele quem perdoa todas as tuas falhas, cicatriza todas as tuas feridas. Antes que as estrelas pontilhem o céu, chame por Ele. É Ele quem conta cada uma delas, e as chama pelo nome. É Ele quem conhece cada coração, cada aflição. Antes que o sol rompa no horizonte, esteja com Ele. Antes que as tarefas da manhã te façam esquecer o que é eterno. É Ele quem supre todas as suas necessidades. Antes que outras paixões batam a sua porta, e que os teus pensamentos se ocupem com outro, meu coração, ame o Senhor. Antes que o cansaço te faça parar, que as forças se acabem, combata um bom combate. É Ele quem te dá o que é bom, e faz sua juventude se renovar como uma águia. Antes que tudo se perca nas rotinas, o tempo se perca em meses e anos, busque a Sua vida, porque Ele conhece tua estrutura, Ele se lembra que somos pó. Mas a bondade do Senhor se estende para sempre, e o Seu amor por você, de eternidade a eternidade. Antes que tudo comece, e antes que seus dias terminem; meu coração, bendiga ao Senhor.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

De volta ao básico

Nunca esqueci o dia em que, no programa da Ana Maria Braga, uma mulher ensinou uma receita de doce de morango que ficava no formato da fruta. Eu tinha entre 9 e 10 anos. Bate morango aqui, espreme morango alí. Leite condensado, corantes, açúcar. Enrola, modela e... Uau! Um doce de morango, com gosto de morango... E formato de morango! E eu do lado de cá da tela pensando: não era mais fácil só comer o morango?

Tantos ingredientes, produtos artificiais e trabalho para imitar o que a natureza já oferece pronto, mais gostoso e muito mais saudável.

A pergunta é: porque a gente se preocupa  tanto com sofisticações e tecnologias para recriar o que já tá pronto, e é bem melhor?

A lembrança veio porque acabei de parar para comer um pedaço de bolo de cenoura num café onde as cores e as luzes lembram um final de tarde. E pensei agora em quantos ambientes são totalmente fechados e usam lâmpadas mesmo durante o dia.

Planta artificial para não ter o trabalho de regar e podar. Iluminação artificial que imita a luz solar. Derrubar árvore para usar madeira para fazer casa para passarinhos (parece até mentira, não é?). Não, não é legal.

Vamos comer fruta em vez de doces embalados, bolos caseiros em vez de industriais? Mais refeições e menos hambúrgueres. Vamos abrir as janelas e aproveitar a luz do sol? Que tal mais plantas? Mais áreas abertas? Que tal caminhar nas ruas ou num parque, em vez da esteira da academia?

Vamos voltar ao básico. Algo me diz que a verdadeira qualidade de vida está lá! Rs

sábado, 21 de abril de 2018

Das memórias do último fim de semana

Há uma semana meus pais e eu nos preparávamos para uma pequena viagem. O Contágio é um projeto missionário realizado todos os anos pela igreja da qual participo. Um grupo de voluntários desta e de outras igrejas se unem com um único propósito: demonstrar o amor de Jesus.

Viajamos para a cidade de Itapetininga, e na tarde do último sábado fizemos um trabalho com crianças na casa de uma senhora. Uma senhora que me fez pensar. Que ganhou minha admiração, e consequentemente, algumas linhas da minha história.

Sentada à mesa, no quintal, dona Orlanda sorria à toa, mas para as fotos, fazia cara de séria. Há muitos anos ela faz da própria casa uma igreja, abrindo portas e coração para receber crianças e doar tempo, espaço e amor.

Naquele sábado, à medida que sua casa se enchia de gente, nós nos enchíamos de histórias. Muitos adultos que encontramos nas ruas expressavam: "Ah, eu conheço a dona Orlanda! Eu frequentava o trabalho na casa dela quando era criança...". Frase que às vezes vinha acompanhada de uma pergunta carinhosa: "Como ela está? Faz tempo que não a vejo...". E aos poucos tivemos uma pequena noção do quanto aquela senhora marcou aquele bairro. Aquelas histórias.
Seus cabelos já grisalhos evidenciam a passagem do tempo, mas as expressões das pessoas ao ouvirem seu nome, mostram que a semente do seu trabalho permanece.
Uma casa simples, uma pessoa simples, mas um coração cheio.

Obrigada, dona Orlanda. A senhora marcou quem encontrou na sua casa. Que a vida se encha de histórias tão bonitas quanto a sua.

Dona Orlanda, sentada à entrada de sua casa.