terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Coisas novas

O ano começou, e com ele, algumas mudanças. Depois de um longo período "empacado", enfim comecei a sentir que ventos novos viriam. E vieram.

No final de 2018 fiz várias provas para voltar para a universidade. Como sou indecisa, orei e pedi para Deus que eu só passasse em uma delas. E foi o que aconteceu. No início de janeiro saiu a primeira chamada, e meu nome estava lá. Agora, lá vou eu ocupar uma das cadeiras da USP.

Mas eu sei que as maiores mudanças estão acontecendo mesmo no lado de dentro. E quero recebê-las de peito aberto.




Música: Hope will lead us on - BarlowGirl (pra mim, a melhor girl band de todos os tempos!)


quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Chocolate

Agora pouco, enquanto estudava, peguei um pequeno bombom que ganhei da minha mãe. O pequeno embrulho vermelho escrito Montevergine me remeteu a uma lembrança de 13 anos atrás.
Meu avô havia falecido há alguns dias, e estávamos cuidando da minha avó. Um casal de senhores italianos, amigos da família, vieram nos visitar. Luigi e Carmela. Ela, gentilmente, trouxe duas caixinhas desse chocolate; uma pra mim, outra para minha irmã. Nós ainda éramos crianças. Seu desejo era adoçar um pouco nossos corações em meio aos dias amargos.
Foram só alguns chocolates bem simples, mas o melhor tipo de presente que gosto ganhar. O tipo que enche o coração.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Sobre lembranças e coisas

Por volta dos meus sete anos eu costumava comprar sorvete de casquinha, que era vendido numa pequena bomboniere duas ruas à frente da minha.
Os trocados que meu pai me dava eram gastos sempre lá. Com 50 centavos era possível pedir uma casquinha com uma bola de sorvete. Um dos meus sabores favoritos se chamava "frutas tropicais", e vinha com pedacinhos de frutas cristalizadas.

Lembro de uma tarde estar com a minha prima Rose, que cuidava da gente de vez em quando, quando meus pais estavam fora. Eu tinha algumas moedas e a chamei para irmos comprar sorvete. Eu sabia o caminho, mas como passava ônibus naquela rua, minha mãe ainda não me deixava ir pra lá sozinha.
Eu sabia que gastaria todo o meu dinheiro, mas mesmo assim pedi para irmos e falei pra ela pedir um sorvete também, que eu iria pagar. Ela pediu e fomos nós duas caminhando pra casa com nossos sorvetes. Acho que essa foi a primeira vez que paguei algo para alguém. E foi muito legal.

Essas lembranças me remetem o quanto, quando criança, era fácil viver em paz. Ficar contente com pouco. O quanto era fácil se desprender. Valorizar o que realmente deve ser valorizado.

Aposto que a maioria das nossas boas lembranças de infância não tem a ver com coisas caras ou acumulo de dinheiro. Mas parece que quando crescemos esquecemos disso. Esquecemos que o que a gente busca não está no guarda roupa lotado, no carro do ano, num corpo perfeito. Mas pode se esconder em um banho de mangueira, numa hortinha, numa casquinha de sorvete, ou no doce que a gente divide com o colega.


A gente nasce sabendo disso, mas quando cresce, desaprende.