sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A rua que eu moro

       Hoje eu vi uma cena que já não é tão comum. Estava limpando a casa quando escuto vozes infantis cantando "Suquinho gelado". Parei o que estava fazendo e abri a porta balcão do quarto. De cima do sobrado os vi. Meninos e meninas no canto da rua pulando corda. Me lembrei da minha própria infância, onde ninguém tinha computador ou celular. Tablet? Nem existia! Nossa vida era assistir os desenhos animados na hora do almoço e brincar em qualquer intervalo do dia em que não estivéssemos na escola. Podíamos não entender tanto sobre tecnologia, mas garanto que isso nos tornou saudáveis em muitos aspectos.
       E essas crianças estão sempre por aqui. Jogando futebol, inventando brincadeiras. Sempre juntos, aproveitando o dia até as mães chamarem para casa, ao anoitecer. Isso é realmente uma das coisas que mais gosto no bairro onde moro: ver crianças aproveitando a infância ao ar livre, interagindo com outras crianças. Sendo crianças. E não quero que isso se perca. Sou muito a favor das tecnologias, mas sou ainda mais a favor do equilíbrio. Quero que crianças possam usufruir das coisas de criança, que nós, quando crescemos, já não podemos com tanto tempo e liberdade. Eu não sinto falta da minha infância porque acredito que ela foi muito bem vivida. E acho que esse é o segredo para não se viver  desejando o que passou: aproveitar a fase que vivemos hoje. Cada uma dessas fases nos proporcionam coisas únicas, que podem ser muito bem aproveitados e virar boas lembranças para o resto das nossas vidas.
       Se eu pudesse voltar no tempo, acho que não voltaria. Mas se eu pudesse manter hábitos bons, em todas as ruas teriam crianças brincando, dando gargalhadas e aproveitando o tempo da melhor forma possível. E como canta a Marcela Taís, no vídeo abaixo: "se essa rua fosse minha não deixava ela mudar. Brincadeira todo dia, porque a vida não pode parar"!



domingo, 13 de setembro de 2015

Um blog pra quê?

Todo mundo tem rede social. Ou quase todo mundo, pelo menos. Cada uma acaba tendo um objetivo diferente. Seja compartilhar seu mundo em fotos, manter relacionamentos virtuais com os amigos ou bater papo furado. E e o blog, para que serve? Pode virar moda entre pré-adolescentes, mas o fato é que escrever faz muito bem. Um texto sobre antropologia que li na faculdade, fala que o escrever não é apenas uma forma de organizar os pensamentos, mas também de repensar e conversar consigo mesmo enquanto se escreve. Sem entrar em assuntos mais filosóficos, gosto de escrever porque, como todos já sabem, é assim que compartilhamos histórias. Traduzindo em palavras, colocando no papel. Ou em um blog. Por que não? Se cada pessoa é uma história ambulante, certamente alguém deve ler. Esse é um dos motivos dos relacionamentos em uma forma geral: compartilhar histórias.
Então, para mim essa será a funcionalidade desse espaço. Sou cristã, estudo Física, mas amo histórias. Aqui, então, vou contar a minha.