segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

17 de janeiro

Ontem recebi a mensagem de um amigo com um link para um vídeo. Falava sobre entrega, sobre contemplar a Deus e reconhecê-lo como seu dono. Essas palavras parecem se exprimir de maneira vaga em alguns momentos. Entre pensamentos e orações, neste domingo, nas primeiras horas do dia, pensei em como elas se refletiriam em mim, hoje. Como seria essa entrega agora, nestes dias, para mim. Logo uma frase me veio à mente: "Eu olhei a tristeza nos olhos e sorri". Acho que entrega não é apenas aquilo que damos diretamente "ao reino" ou em obediência à uma doutrina, mas também aquilo que exprimimos diante das diferentes situações que se apresentam à nós. Não acredito em um Deus que nos fará imunes aos problemas e a dor, mas acredito em um Deus que caminha conosco independente delas. Um Deus que se fez homem e enfrentou Ele mesmo problemas e dor.  E em meio a tudo isso, se doou à nós. E se alegrou. Se alegrar e em momentos tristes não é uma forma de se esconder, mas é uma reação à certeza daquilo que está por vir, ainda que não possamos ver e nem exista algo que nos leve a essa esperança. Certeza que os nossos dias, assim como nossa fé, estão nas mãos de alguém em quem podemos confiar. A frase que me veio à mente é de uma música chamada 17 de janeiro. Olha só... a data de hoje. Que em cada estação eu aprenda a sorrir. E que na dor, nasça o melhor de mim.



sábado, 2 de janeiro de 2016

Esperar

Sempre gostei de frio. Inverno e outono são minhas estações favoritas. Nesses dias de clima bagunçado tem  chovido bastante aqui, e à noite, deixando a porta balcão do quarto aberta, dá pra sentir um ventinho úmido e gelado. Eu sempre sento aqui perto da porta e fico olhando para o céu e pensando, refletindo. Imaginei como seria o frio em Vancouver, um lugar que tenho o sonho de conhecer. Na verdade, tenho o sonho de me aventurar em vários lugares hahaha, mas como quase todo mundo, não nasci numa família que pode me dar tudo, e até eu conseguir realizar alguns sonhos vai um longo processo. Eu confesso que demorei bastante e ainda me confundo com a combinação de esperar e agir ao mesmo tempo. Entender o que se pode fazer por hora sem desespero, mas sabendo que o que se faz hoje é uma fase importante para a próxima, e assim por diante. 
Aqui sentada, vejo algumas das casas do meu bairro, que por ser relativamente novo, ainda estão como a minha, em processo de construção. Ainda falta muita coisa para ficar prontinha, do jeito que gostaria, mas ao longo do tempo (que no caso já são anos) dá pra ver o quanto já avançamos na construção, e como o bairro está ficando melhor! Jesus disse uma vez que nossa vida é como uma casa e devemos construí-la sobre a rocha. Isso com certeza dá trabalho e exige tempo, esforço e paciência. Mas com isso, nossa vida, assim como uma casa, um dia chega lá - àquela etapa onde a gente pode olhar com orgulho e dizer que o trabalhão valeu a pena! E, é claro, ficar atento aos reparos necessários com o tempo. 
Por enquanto, vejo que ainda é preciso esforço e paciência por um bom tempo - tanto para a minha casa quanto para minha vida. E enquanto isso, vou aprendendo a esperar.