terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Chinelos, vida e blog

Hoje foi um dia extremamente comum. Acordei cedo (exceto por esse fato, foi extremamente comum... Haha). Fui ao centro da cidade e aconteceu uma coisa engraçada... O calor de fevereiro está judiando dos usuários do transporte público, então decidi que iria para o centro da cidade bem à vontade. De shorts, camiseta e chinelo. Desci no ponto mais próximo à loja que eu queria entrar. No entanto havia um caminho. E no caminho havia uma loja de sapatos. E quando eu estava exatamente em frente a ela, meu chinelo quebrou. Sim, bem dessas coisas que "só acontecem com a gente que é pobre". Olhei para o chinelo. Olhei para a loja. Minha melhor opção era entrar. Peguei meu chinelo quebrado e entrei descalça na loja, numa "caminhada da vergonha", dando risada de mim mesma. Escolhi um chinelo e um rapaz passou a notinha para a moça do caixa. Depois ele já removeu a etiqueta do chinelo e o pôs aos meus pés, para eu calçar. Um outro rapaz, sorrindo da situação, se ofereceu para jogar meu chinelo quebrado. Eu agradeci e saí da loja calçada. Quando estava na porta o rapaz sorridente diz "tchau, moça!", com aquela cara de quem está segurando uma possível risada. Eu me despedi, mas não fui resistente à ela. Ri. De mim mesma. E sozinha. E a medida que ria, meu constrangimento foi passando.
Porque estou escrevendo sobre isso aqui no blog? Porque no fim das contas as páginas dos nossos dias contam mais histórias corriqueiras (e nem sempre tão bonitas) como essa. Então acho que deveríamos falar mais sobre elas, porque também são parte. Também nos compõem e nos ajudam a lidar com a gente mesmo.
Senti saudades de escrever aqui...

Já faz tempo que o ano começou.
Hora de soprar a poeira e voltar as crônicas.