quarta-feira, 25 de abril de 2018

De volta ao básico

Nunca esqueci o dia em que, no programa da Ana Maria Braga, uma mulher ensinou uma receita de doce de morango que ficava no formato da fruta. Eu tinha entre 9 e 10 anos. Bate morango aqui, espreme morango alí. Leite condensado, corantes, açúcar. Enrola, modela e... Uau! Um doce de morango, com gosto de morango... E formato de morango! E eu do lado de cá da tela pensando: não era mais fácil só comer o morango? Tantos ingredientes, produtos artificiais e trabalho para imitar o que a natureza já oferece pronto, mais gostoso e muito mais saudável.

A pergunta é: porque a gente se preocupa  tanto com sofisticações e tecnologias para recriar o que já tá pronto, e é bem melhor?

A lembrança veio porque acabei de parar para comer um pedaço de bolo de cenoura num café onde as cores e as luzes lembram um final de tarde. E pensei agora em quantos ambientes são totalmente fechados e usam lâmpadas mesmo durante o dia.

Planta artificial para não ter o trabalho de regar e podar. Iluminação artificial que imita a luz solar. Derrubar árvore para usar madeira para fazer casa para passarinhos (parece até mentira, não é?). Não, não é legal.

Vamos comer fruta em vez de doces embalados, bolos caseiros em vez de industriais? Mais refeições e menos hambúrgueres. Vamos abrir as janelas e aproveitar a luz do sol? Que tal mais plantas? Mais áreas abertas? Que tal caminhar nas ruas ou num parque, em vez da esteira da academia?

Vamos voltar ao básico. Algo me diz que a verdadeira qualidade de vida está lá! Rs

2 comentários:

  1. Legal é que quando pensamos nesta ideia do básico, percebemos o quão longe das coisas essências e belas nós ficamos, devido ao insaciável dominador do tempo terrestre.

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  2. Uma alimentação saudável é que importa...
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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