quinta-feira, 22 de junho de 2017

Cunha, SP

Eu nunca tinha ouvido falar dessa cidade. Isso até fevereiro, quando minha mãe viu uma reportagem, e logo depois, ela e minha irmã fecharam um pacote com uma pousada de lá e me falou para irmos no feriado de junho. Como viagem de graça a gente não nega, topei.

Ficamos lá quatro dias, e foi muito bacana. A cidade fica no vale do Paraíba paulista, no leste do estado. Pertinho do Rio de Janeiro. É uma cidade cheia de altos e baixos (literalmente). Acho que nunca tinha visto ruas tão íngremes em uma cidade! É considerada a cidade do pinhão, da cerâmica e do fusca. Estou sem celular por um tempo, mas levei minha câmera e tirei algumas fotos.

Vista de Cunha, por uma das entradas da cidade.

Chalé na pousada Vila Rica
Lago em frente à pousada

Ficamos na pousada Vila Rica, no bairro de mesmo nome. Como Cunha é bem pequena e cheia de morros, de lá conseguimos ver grande parte da cidade. Dá pra ir a pé para o centro também. A pousada é simples, mas bem aconchegante. Tem o próprio restaurante (cobrado à parte) e tem um preço muito bacana, pelo menos se fechado o pacote com certa antecedência. Na recepção tem café, biscoitos, granola, mel e vários chás quentinhos o dia todo, o que, no frio que fez nesse feriado, foi uma excelente opção. Já o restaurante da pousada é novo. Funciona com atendimento à la carte. A comida é boa, tem opções legais, mas todas as vezes que comemos lá demorou bastante para chegar. Eles também oferecem sobremesas bem gostosas à base de pinhão, e um sorvete de creme com calda caseira de goiaba que é uma delícia.

Achamos, no entanto, um restaurante simples, bem bacana, self service, no centro da cidade. Aliás, o que não falta na cidade é restaurante. Mas esse se chama "Jeca Grill" e a comida de lá é caseira e muito saborosa. Voltamos lá outros dias e ficamos bem satisfeitos. Pertinho do restaurante há uma sorveteria chamada "Daki". O sorvete é de fabricação própria, e posso dizer que comi o melhor sorvete de pistache da minha vida! Rs
Bem em frente a sorveteria, tem o mercado municipal. É bem pequeno, mas tem umas opções legais de doces caseiros, geleias, inhames, pimentas...

Na quinta feira a cidade amanheceu bem cheia. No feriado de Corpus Christi, os fiéis desenham as ruas da cidade. Um tapete cheio de cores. 


Igreja Matriz 

Corpus Christi

Andando ao longo do caminho, notamos que alguns desenhos estavam se desfazendo, como se alguém tivesse bagunçado a serragem. Depois, vimos marcas de patinhas. Mais pra frente, achamos a autora do estrago. Até tentamos chamá-la, tentamos fazer ela sair. Mas acho que ela estava confortável demais para nos dar atenção...

A bagunceira da cidade

Teve também uma festa junina beneficente, na praça central da cidade. As arrecadações eram em prol da APAE, que funciona alí perto. Tinha música caipira ao vivo e várias opções bacanas para comer.

O forte de cunha são as cachoeiras e trilhas. Mas como estava frio e minha família não é lá de fazer trilha pra valer, acabamos explorando os lugares mais próximos ao centro mesmo. Bem ao lado da pousada em que ficamos, tem a Casa do Artesão, que é bem grandinha, até. Comprei lá alguns bolinhos muito gostosos de pinhão com chocolate. A Casa da Cerâmica fica bem ao lado. Tem artigos legais. Minha mãe pensou em comprar algo, mas desistiu ao ver que são extremamente caros.

No entanto, ao visitar cunha há um passeio que vale muito a pena: O Lavandário. Sim, uma plantação de lavanda. A plantação em si, é muito bonita, mas o que realmente vale é uma vista sensacional que o lugar oferece. A entrada custa R$ 10 por pessoa, mas vale a pena. Dá pra ficar o tempo que quiser e andar por tudo.




No lavandário; na minha opinião, a foto mais bonita que tirei na viagem.

No lavandário também tem alguns pontos onde se pode parar e observar a vista. Há também um café com uma lojinha onde se vende tudo a base de lavanda: Café com lavanda, chá de lavanda, tortinhas e cupcakes de lavanda, sorvete de lavanda, bolinhas aromáticas para massagem, cosméticos e até canetas. No balcão do café tem biscoitinhos de lavanda para cortesia. Não sou uma grande fã do olor da lavanda. E, pelo menos pelos biscoitos, acho que também não sou uma grande fã do sabor. Mas para quem gostar do leve adocicado da lavanda, tem várias opções - com preços já não tão adocicados.

As estradas de acesso para Cunha são boas, mas é preciso bastante atenção às curvas. Eu voltaria à cidade, mas de preferência de forma mais independente, para poder conhecer alguns locais sem depender dos meus pais - como a pedra da Macela, por exemplo, que é o ponto mais alto da região, mas que exige disposição para caminhar bastante. Acho que depois de um tempo, e especialmente, talvez, depois que passamos a viajar sozinhos, é um pouco mais complicado ficar sob a dependência dos pais numa viagem. Mas, claro, é sempre importante aproveitar o tempo com a família.
Cunha é um lugar para se aventurar, mas também para descansar. E, na minha opinião, também é um lugar gostoso para se lembrar.
Igreja Metodista, vista da pousada.

Igreja Matriz, vista noturna da pousada.


Um comentário:

  1. Ah achei! Quando li seu post sobre Cunha fiquei a me perguntar, será que ela foi até o Lavandário?
    Magnífica as tuas fotos. Encheram-me de entusiasmo e vontade de ir para lá!
    Beijo.

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